Lotação e longas esperas marcam a rotina noturna no Hospital Municipal de Valparaíso de Goiás (HMV)
Imagens registradas na entrada do Hospital Municipal de Valparaíso (HMV) revelam o reflexo do gargalo na saúde pública da região do Entorno do Distrito Federal. Mesmo durante o período da noite, dezenas de pacientes enfrentam filas que se estendem para o lado de fora da recepção, evidenciando a alta demanda e a sobrecarga que a unidade vem enfrentando.
Nas imagens, é possível observar homens, mulheres e até crianças de colo aguardando atendimento na área externa do hospital. Sem assentos suficientes na parte interna para acomodar o fluxo de pessoas, muitos pacientes e acompanhantes são obrigados a esperar de pé ou sentados nas muretas e rampas de acesso da unidade.
O HMV, que funciona 24 horas para casos de urgência e emergência e atua sob o sistema de classificação de risco (Protocolo de Manchester), tem absorvido uma demanda crescente de moradores locais e de municípios vizinhos. Essa centralização de atendimentos, somada a picos sazonais de viroses e problemas respiratórios, frequentemente resulta em longas horas de espera para os casos classificados como menos graves (linhas verde e azul), gerando cansaço e frustração na comunidade que depende do Sistema Único de Saúde (SUS).
A situação reforça a constante necessidade de investimentos na ampliação das equipes médicas, na agilidade da triagem e na descentralização da rede de saúde básica do município, garantindo que o direito a um atendimento digno e humanizado chegue a todos os cidadãos, principalmente nos momentos de maior vulnerabilidade.
Do “segura peão” ao “segura fila”: Valparaíso bate recorde de público no rodeio ontem e o HMV hoje.












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