A recente aparição de um grande “tapete verde” em pontos do Lago Paranoá, em Brasília inclusive nas proximidades do Parque das Garças (que costuma ser associado a esses registros na região norte) e do Deck Sul tem chamado muito a atenção de moradores.
Cientificamente, o que você identificou pelo nome popular ou aproximado são plantas aquáticas flutuantes, principalmente espécies como a salvínia (Salvinia), o aguapé-miúdo (Eichhornia) e a lentilha-d’água (Lemna). O Fenômeno Sob a Ótica Científica
A proliferação rápida dessas macrófitas (plantas visíveis a olho nu que vivem na água) ocorre devido a uma combinação de fatores ambientais bem específicos:
Eutrofização (Aporte de Nutrientes): As chuvas intensas carregam matéria orgânica, sedimentos e nutrientes (como fósforo e nitrogênio vindos do escoamento urbano e de fertilizantes) para dentro do lago. Esse excesso de “alimento” funciona como um combustível para o crescimento acelerado dessas espécies.
Fatores Climáticos: A combinação de alta luminosidade (sol forte) e temperaturas favoráveis acelera o metabolismo e a reprodução dessas plantas.
Dinâmica dos Ventos: O vento espalha e acumula essas plantas flutuantes em margens, enseadas e perto de pontes ou parques, criando grandes aglomerados densos.
Impactos e Riscos: O que dizem os órgãos oficiais?
De acordo com notas técnicas emitidas pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e análises de especialistas: Segurança da Água: O fenômeno é natural e, até o momento, as plantas não oferecem risco direto à qualidade da água tratada distribuída à população, nem representam perigo imediato para os banhistas. Contudo, cientistas e biólogos alertam que o crescimento descontrolado acende um sinal de alerta para o nível de poluição e desequilíbrio ecológico local. Se a cobertura ficar densa demais por muito tempo, ela pode bloquear a luz solar para o fundo do lago, reduzindo o oxigênio na água e afetando os peixes.
Para conter o avanço excessivo e evitar que prejudique a navegação ou o ecossistema, equipes ambientais realizam o monitoramento constante e o remanejamento físico dessas plantas em trechos críticos do Lago Paranoá.
Proliferação de plantas aquáticas cobre trechos do Lago Paranoá e acende alerta ambiental












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