World Gym é Notificada por Suspeitas de Irregularidades em Contratos com Clientes
A rede de academias World Gym está sob a mira dos órgãos de defesa do consumidor após a abertura de uma investigação sobre possíveis abusos contratuais. A Secretaria Extraordinária do Consumidor do Distrito Federal acionou oficialmente a empresa responsável pela marca, exigindo esclarecimentos detalhados sobre a forma como têm sido geridas as rescisões de contratos com os seus clientes.
Cláusulas Abusivas em Análise
De acordo com a notificação emitida pela secretaria, o órgão recebeu uma série de denúncias apontando que os contratos de adesão da academia contêm termos que violam os direitos dos utilizadores. A suspeita é de que existam cláusulas que estabelecem um claro desequilíbrio contratual, favorecendo excessivamente a empresa em detrimento do consumidor.
Entre as principais irregularidades investigadas destacam-se:
Cobrança Recorrente “Irrevogável”: Autorização para continuar a debitar valores no cartão de crédito do cliente de forma automática e por tempo indeterminado, mesmo após o pedido formal de cancelamento do serviço.
Multas Abusivas: Aplicação de uma penalidade de 20% sobre o valor restante do contrato em caso de rescisão antecipada.
Dificultação do Cancelamento: Imposição de barreiras burocráticas e procedimentos descritos como “condicionados e potencialmente dificultosos”, criados para desincentivar ou impedir o utente de encerrar o seu vínculo com a academia.
Resposta Exigida
A secretaria estipulou um prazo de 10 dias para que a administração da World Gym apresente defesas e esclareça as dúvidas levantadas. Além das explicações, a pasta governamental questionou se a empresa tem a intenção de rever de forma voluntária e espontânea as cláusulas contratuais consideradas problemáticas.
Até ao momento da publicação da nota oficial, a World Gym optou por não se pronunciar publicamente sobre o caso. Apesar do processo de investigação em curso, as unidades da rede permanecem abertas e a funcionar normalmente.
World Gym é notificada por suspeita de cláusulas abusivas e multas de 20% no cancelamento












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